A França não deverá ter mais tempo para cumprir a meta do défice mas, tal como os outros países que usam a moeda única, poderá ver as reformas estruturais compensadas com vários tipos de injeção de capital.
Esta é a única flexibilidade defendida pelo presidente do Eurogrupo, que reuniu, esta segunda-feira, no Luxemburgo, os ministros das Finanças da zona euro.
“Respeito muito a França e é ao governo que cabe elaborar o orçamento para 2015 e enviá-lo à Comissão Europeia”, disse Jeroen Dijsselbloem.
“Mas tem que perceber que a flexibilidade não significa que tudo é possível. Com base no que ouvimos até agora, há um grande fosso entre o que deviam fazer para cumprir as regras e o orçamento que pretendem apresentar”, acrescentou.
A França não conseguiu reduzir o déficit abaixo dos 3% do PIB no final de 2013 e Bruxelas acedeu a prolongar o prazo por mais dois anos, mas o governo de Paris já disse que vai falhar outra vez.
Grande defensor da austeridade, o ministro alemão, Wolfgang Schäuble, disse que “as regras europeias existem para serem respeitadas. Mas estou confiante de que a França vai encontrar uma solução”.
Quarta-feira é o dia limite para a entrega, em Bruxelas, dos orçamentos para 2015.
O governo de Portugal aprovou o documento na madrugada de domingo, propondo cortar o défice para os 2,5% do PIB e um crescimento económico de 1,5%.