Rússia ameaça com estratégia de retaliação

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A Rússia deixa novas ameaças à União Europeia. O Kremlin recusa discutir as condições para o levantamento das sanções e ameaça adoptar uma estratégia de retaliação a longo prazo.

O aviso foi deixado pelo chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, num encontro com a associação de empresários europeus na Rússia, que se queixam de ser sacrificados por russos e europeus.

Lavrov estima que os europeus tenham perdido já 40 mil milhões de euros, devido às sanções, e acrescenta: “As relações entre a Rússia e a União Europeia chegaram a um ponto em que tem de haver uma decisão sobre a gestão no futuro. Teremos de responder às perguntas: Somos parceiros estratégicos ou permanecemos rivais geopolíticos?”.

Na Rússia, as sanções internacionais e a fuga de capitais empurraram o rublo para mínimos históricos face ao euro e ao dólar. O Banco Central terá gasto seis mil milhões de dólares para apoiar a divisa nos últimos dias, mas sem sucesso.

A desvalorização do rublo acentuou também a subida da inflação. Entre sanções e o embargo russo aos produtos alimentares europeus, a taxa de inflação atingiu 8% em setembro. Só os preços dos alimentos subiram 11%, em termos anuais.

E com a economia russa à beira da recessão e com acesso restrito aos mercados de capitais internacionais, o Kremlin vê surgir outra dificuldade: a queda dos preços do petróleo, a principal fonte de receitas do governo.

Para equilibrar o orçamento, de acordo com a estimativa do Sberbank, a Rússia precisa que o preço do barril de petróleo ronde os 104 dólares. Mas, atualmente, o barril de Brent ronda os 86 dólares.

O ministro das Finanças, Anton Silouanov, considera que, tendo em conta as atuais cotações do barril, Moscovo terá de usar cerca de 12 mil milhões de euros do Fundo de Reserva.

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